Os diferenciais da Obra JTR

A Alcoa forneceu 85 toneladas de perfil de alumínio para a obra JTR da GAFISA 
Os gradis das sacadas, para a obra do JTR, ganhou uma inovação: um suporte/chumbador de alumínio que eliminou o sistema anterior em ferro. Com isso, aumentou a segurança e a durabilidade do conjunto de sustentação.
As janelas das salas comerciais foram executada com sistema «Pele de Vidro» cujos vidros laminados refletivos tem propriedades isolantes (térmico e acústico) e de proteção a pessoas (pele e olhos) e a bens (móveis e máquinas), com relação aos raios solares (UVA e UVB).
As janelas das cozinhas foram projetadas no modelo «com bandeira superior» onde incluiu-se um dispositivo para entrada e saída de ar, funcionando como exaustor de ar, mesmo que os vidros estejam fechados. Vidros jateados garantem privacidade ao ambientes, quando necessário.
Os vidros refletivos aplicados nas janelas, em perfil de alumínio branco, proporcionou leveza e beleza aos conjunto. Entretanto, o maior benefício oferecido é a barreira aos raios UV - maléfico à pele a aos olhos- e por amenizar o calor interno do ambiente, com ganho na economia de energia.
A obra do JTR, pela quantidade de peças utilizadas, provocou algumas inovações que, doravante, se tornarão corriqueira e «de linha» como é a tecnologia desenvolvida para curvar tubos, para sacadas redondas, tornando o conjunto mais reforçado e bonito.
O sistema «Pele de Vidro», para o complexo JTR, recebeu a consultoria de um especialista de São Paulo, o qual fez um projeto inovador a fim de prevenir qualquer tipo de infiltração de chuva ou vento. Tal prática, adquirida no JTR, será muito útil para outros empreendimentos.
Muitos corrimãos foram instalados por toda a obra a fim de atender a «acessibilidade» do complexo. O perfil Gradil Universal é o mais indicado para obra a beira mar, pois o alumínio pintado no sistema de pintura eletrostática garante maior vida útil ao conjunto.
O local destinado para a instalação dos aparelhos externos de ar condicionado (tipo split), recebeu uma proteção construída em tubo de alumínio estrutural Alcoa e tela de alumínio expandido Gradinese. Além do bonito, arejado e seguro, o conjunto é durável.


O premiado arquiteto maceioense Ruben Wanderley Filho é o autor do projeto JTR. Este é mais um inovador e diferenciado projeto arquitetônico em favor da qualidade de vida das pessoas. Seus projetos estão por toda a cidade e também em São Paulo... Foram e são projetos que ditam o estilo e a qualidade das obras de Maceió, verificamos o excelente trabalho tanto nos muitos prédios idealizados , sim, quanto nos espaços harmônicos junto à Natureza, como o projeto do Condomínio Laguna, uma referência Nacional. E, agora, o arquiteto Ruben - mais uma vez - revoluciona o mercado imobiliário com o JTR - não só um espaço harmônico entre Arquitetura e Natureza, mas um conceito completo de vida que as pessoas há muito procuravam: trabalhar, morar, ver amigos e se divertir - seja na piscina seja no mar... Tudo em um mesmo espaço, sem a necessidade de cobrirem grandes distâncias ou perderem tempo no trânsito. Tivemos o privilégio de sua atenção para uma pequena entrevista:
Revista Em Foco – Sua história profissional supera os 30 anos na prática da Arquitetura. Suas criações são para ilustrar vários livros, seus ensinamentos estão enraizados em várias gerações de ótimos arquitetos que prestam seus serviços à Arquitetura alagoana. Como é chegar a este patamar da vida e ver uma obra da magnitude do JTR ser concluída e sentir a repercussão positiva do mercado, já lançando muitos projetos com este novo conceito?
Arquitº Ruben Wanderley - Como profissional de arquitetura,ver uma obra concluída, dentro dos parâmetros em que foi projetada, é bastante gratificante. Sentir a opinião positiva das pessoas funciona como um estimulante e um atestado de que estamos no caminho certo.
A criação do empreendimento JTR e seu sucesso se deve em parte a dois fatores: primeiro a excelente localização do terreno, unindo a rua posterior à Av. Beira Mar;o segundo é a necessidade de espaços que foram perdidos nas grandes cidades brasileiras, tais como praças, áreas verdes, calçadas humanizadas, locais de convivência e segurança, ou seja, unir em um mesmo complexo comércio, habitação e lazer, tudo recebendo um tratamento de primeiro mundo, com conforto e praticidade.
Para chegarmos ao resultado final e o viabilizarmos ao mercado de Maceió, o projeto foi bastante estudado, basta dizer que nosso projeto foi vencedor de um concurso fechado, inclusive com a participação de profissionais renomados de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.
São prédios bastantes racionalizados em seus elementos onde, pela própria extensão do terreno, procuramos minimizar as áreas de circulação interna e a largura dos edifícios para termos uma área de lazer compatível e proporcional às laterais do mesmo. Procuramos inclusive suprimir nos primeiros andares, áreas pertencentes ao corpo da edificação como forma de ganharmos mais espacialidade e aeração nos espaços centrais demarcando as entradas das unidades habitacionais entre as edificações.
Revista Em Foco - As fachadas dos 11 prédios construídos ganharam projetos diferenciados e inovadores. Os vidros, antes apenas elementos coadjuvantes, agora, são responsáveis pelo acabamento dos prédios, beleza e segurança das fachadas. A Socitec foi a fabricante e instaladora das esquadrias, proteção das sacadas e alguns outros detalhes. O senhor inspecionou o andamento das obras, principalmente, os detalhes das esquadrias e a qualidade dos serviços executados. O que nos diria sobre este segmento construtivo de Alagoas: Está correspondendo às expectativas dos arquitetos, ou seja, acompanhando os projetos inovadores com a qualidade e velocidade esperada?
Arquitº Ruben Wanderley - Os vidros em geral evoluíram muito, assim como as esquadrias de alumínio e PVC. Hoje é muito prático se ter a nossa disposição vidros de segurança, acústicos, variedades de cores, vidros duplos com sistemas de encaixes perfeitos, novos caixilhos, vedações excelentes, possibilidades de se usar vãos maiores, etc. A verdade é que teve uma evolução tecnológica tremenda este setor.
No JTR, por ser um empreendimento de grandes proporções, procuramos uma unidade plástica nas fachadas, evitando variações nas dimensões de suas esquadrias, o que poderia encarecer a obra. Acredito que o resultado ficou muito bom.
Sempre trabalhei com a SOCITEC, é uma Empresa que sempre atendeu nossas exigências, sempre deu prova de profissionalismo e por isto permanece como líder em seu setor.

Dentre o quadro de engenheiros que atuaram na obra JTR, destacamos o Engº Flávio Roberto, Gerente da Obra, ao qual fizemos algumas perguntas:
Em Foco – Na realização de um grande empreendimento, a principal preocupação de um Gerente de Obras é com relação às empresas terceirizadas cumprirem bem o seu contrato. Com relação à fabricação e montagem das esquadrias, como aconteceu este processo no JTR?
Engº Flávio – No início das obras, nas grandes discussões com relação à prospecção de fornecedores, fato este que aconteceu exatamente com relação a beneficiamento/montagem de esquadrias de alumínio, procurávamos uma empresa de porte, regional (ou nacional que estivesse próxima da obra) a qual pudesse atender um complexo da magnitude da JTR com qualidade e, principalmente, não oferecesse risco de continuidade de entregas e prazos previstos para a obra. Na época, duas empresas do Nordeste e algumas de São Paulo - tradicionais fornecedores da Gafisa - participaram da concorrência do Empreendimento. A Socitec tinha uma história de fornecimento de esquadrias a vários Empreendimentos da Cipesa bem como a política da Gafisa era de desenvolver fornecedores na região. Após uma pesquisa da Gafisa sobre as obras atendidas pela Socitec, conhecer sua estrutura fabril e estoque de componentes, reforçada pelo conhecimento da engenharia da Cipesa sobre a Socitec, optou-se pela contratação desta.
A tomada de decisão foi acertada: a Socitec esteve presente do início ao fim da obra com planejamento tático, estratégia inicial de compra de material, beneficiamento dos perfis sob rigoroso cronograma e, principalmente, quando sua equipe de montagem foi para a obra montar as esquadrias, executou com competência, conhecimento e qualidade, mesmo sendo uma obra onde foram construídas 11 torres concomitantemente, com enormes desafios logísticos de atendimento abrindo certamente as portas para futuras obras da Gafisa.
Em Foco: Como foi o entrosamento da equipe de montagem da Socitec com a equipe de construção da Gafisa?
Engº Flávio – Em todo o processo de montagem das esquadrias, que ocorreu entre junho de 2010 e setembro de 2011 conforme liberação das torres para produção, o entrosamento sempre foi muito bom. A Socitec, em determinados momentos da construção, incentivava bastante o fluxo de produção a concluir em menor espaço de tempo, algumas etapas, a fim de que as esquadrias pudessem ser instaladas, o que foi bom para o processo. A Socitec performou muito bem na sequência de montagem na obra, agregando celeridade na produção de todos, visto a necessidade de liberação de áreas.
Em Foco: Por que Socitec?
Engº Flávio – Eu que já trabalhei em muitas obras da Cipesa sendo atendidas pela Socitec, entendo que tenha sido a opção certa do ponto de visto do custo/benefício, entre as empresas de esquadrias, para atender um empreendimento como o JTR. O que se argumentava, na teoria, sobre a Socitec, na prática, não só correspondeu como resultou em um excelente trabalho... A Socitec está de parabéns, mais uma vez!



