Sofás: História e Escolhas
O sofá foi originalmente um trono dos governantes árabes e tem existido desde a antiguidade, entre os nobres do Oriente Médio. Na sociedade romana o sofá se encontrava com o comedor, conhecido como triclinum. Três sofás eram colocados ao redor de uma mesa baixa, e os homens descansavam enquanto comiam (enquanto as mulheres se sentavam em cadeiras convencionais).
O sofá era originalmente um móvel elitista e só na época da industrialização que o sofá se converteu em um artigo imprescindível dos cidadãos nas casas de classe média e baixa.
Tempos atuais
O sofá liga-se hoje invariavelmente a vida familiar doméstica e à cultura da televisão. Existem diversos designers de móveis, tais como Francesco Binfarè, que se especializam em sofás.
Sendo produzido em larga escala industrial, há sofás para todos os gostos e bolsos. Dizemos que um sofá pode ser adquirido levando em conta três aspéctos:
Pelo preço – Quando o comprador é levador a adquirir um sofá ou um conjunto deles pela oferta de uma liquidação ou lançamento de uma grande rede de lojas. Neste caso, os aspéctos conforto e qualidade têm peso secundário. São os chamados movéis descartáveis;
Pelo conforto – Quando o comprador procura um produto que atenda as suas espectativas nesse quesito e o mais bonito possível. As cores e o revestimento são levados em conta na escolha final;
Pela Qualidade – O comprador sabe o que quer. Procura um produto que tenha durabilidade e lhe proporcione um certo status ao ambiente onde será usado. Neste caso, o design, o tipo de estrutura, o revestimento e as cores são estudados pelo comprador que pede opinião ao seu arquiteto a fim de adquirir um produto durável, bonito e confortável, cujo luxo e elegância fica por conta do estilista, dos tecidos utilizados e até o nome do fabricante que agrega valores aos seus produtos mobiliários.
Faça a escolha do sofá ideal
Veja o que você deve levar em consideração na hora de comprar um sofá
Centro da sala e ponto de encontro das famílias e dos convidados da casa, o sofá fala muito sobre o seu dono. O carinho com que foi escolhido e mantido na casa, a posição de destaque (ou não) que tem no ambiente, enfim, esses e outros fatores ajudam a definir a decoração do ambiente e o clima que será gerado ao redor dele. Portanto, escolher seu sofá não é uma tarefa das mais simples. Mas, com os quatro passos que damos a seguir, pode virar até um programa para a família. Acompanhem:
Primeiro passo: orçamento e objetivos
O importante é conhecer muito bem suas necessidades e para isso, faça um raio-x completo do seu ambiente ;
Primeiro pense em quantas pessoas (integrantes da família e convidados mais habituais) circularão por aquele ambiente. Para famílias maiores que recebem muito, o mais indicado é um conjunto com dois e três lugares ou até mesmo dois módulos de três lugares para poder acomodar a todos com conforto;
O espaço disponível é outro item de atenção. Fita métrica na mão calcule a área útil, não esquecendo de pensar na circulação de pessoas pelo local;
Claro, não se esqueça do objetivo do sofá para aquele espaço. É uma sala de TV? Então modelos com chaise longue são mais indicados. É o espaço onde ficam as crianças? Procure tecidos mais resistentes e de cores mais fechadas. É o cômodo central, onde se recebe as visitas? Invista em modelos confortáveis;
Defina seu limite antes de sair às compras. Afinal, existem modelos para todos os orçamentos, mas nem sempre o mais caro será o mais indicado para seus objetivos. O ideal é que você olhe para o modelo escolhido e o veja convivendo (e envelhecendo) com a rotina da família.
Segundo passo: medir é preciso
Antes de escolher os primeiros modelos, não se esqueça de medir a área onde ele irá ocupar e também o vão da janela e porta para permitir a passagem! Uma dica legal é estender lençóis no espaço a ser ocupado pelo novo sofá para ter uma idéia melhor da distribuição.
Terceiro passo: procure a estrutura correta
Pesquise na ficha técnica de seu novo sofá, o tipo de estrutura. A escolha da melhor estrutura dentro de sua necessidade é a chave para maior durabilidade.
A estrutura interna, e termo gerais, pode ser em madeira de reflorestamento e (como pinus, eucalipto, cedrinho) o que ao mesmo tempo em que dá maior sustentação e durabilidade, representa uma escolha ecologicamente correta.
Outra opção é o MDF (sigla internacional para chapa de fibra de média densidade). Este tipo de material é produzido a partir de fibras de madeiras com resina sintética, mais firme por ser prensada e mais resistente. Não estufa com facilidade e também é ecologicamente correto.
Alguns modelos, principalmente os de sofá cama, tem reforço em ferro interessantes para este tipo de sofá, já que recebe mais peso por mais tempo, durante o sono.
As espumas são um capítulo a parte. Presentes nos assentos, encostos e braços, tem diversas densidades. Aconselha-se optar, pelo menos no assento, por espumas D23. Outro ponto de atenção é verificar, na ficha técnica, se as espumas do modelo em questão são certificadas pelo Inmetro.
A estrutura do projeto em si também é importante. Não existem, a priori, um modelo certo. Tudo depende de sua necessidade. Em termos gerais temos:
Sofás de 2 lugares: bons para quem está começando a decorar espaços menores, ou como opção para escritório ou quarto. Tem na economia de espaço uma vantagem.
Sofás de 3 lugares: mais espaço e mais pessoas? Um sofá de três lugares pode ser a solução. Funcionam muito bem para salas de TV, na posição frontal a uma boa TV de LCD com seu respectivo home-theater.
Conjuntos: a grande vantagem está em padronizar a decoração com uma solução para até 5 pessoas. A variedade de disposição dos dois módulos também contribui para periódicas mudanças de visual do cômodo.
Sofá Cama: seu grande trunfo é a versatilidade. Modelos atuais inclusive investiram em design oferecendo soluções com estilo e praticidade em uma única peça. Podem ser desde a cama em um apartamento de solteiro, até uma alternativa para hóspedes de última hora.
Chaise Longue: presentes em modelos de dois e três lugares, a chaise é um prolongamento de um dos lugares, para acomodação das pernas. Funciona muito bem em salas de TV.
Quarto passo: escolha certo por fora
Sem sombra de dúvidas, uma das partes mais divertidas é escolher as cores e padrões. Contudo, existem algumas dicas que podem ajudar você a se proteger de um impulso e uma escolha equivocada:
• Tons neutros nunca saem de moda e podem ser "mais vivos" com almofadas e mantas de cores contrastantes. Também são indicados para cômodos menores e sem muita luz natural;
• Cores vivas ficam melhores em locais amplos e bem iluminados e vão bem com peças complementares de tons igualmente fortes;
• Padrões e texturas: interessantes para crianças, pois resistem mais à baguncinha dos pequenos dos que os de cores lisas;
• Tecidos: cada um tem suas vantagens e desvantagens e essas tem estreita relação com a rotina de sua casa. Faça uma lista de prós e contras e opte por aquele que melhor se encaixar em seu orçamento. Chenile e demais compostos em tecido oferecem mais conforto e realçam mais as cores. No entanto, em casas com crianças sofrem mais. Os couros sintéticos (Corolam, Korino e demais nomes fantasia) tem a vantagem de serem laváveis e mais resistentes.
• Formatos: por norma, os sofás simples e retos ficam bem em qualquer área; no entanto, um sofá com pernas e braços mais finos dá a ilusão de uma sala menos "cheia" (o que é bom para espaços pequenos), enquanto um sofá que vá até ao chão terá um visual mais "pesado", sendo o ideal para preencher uma divisão mais ampla.
Cuidados com a Maresia
Uma casa à beira-mar é o sonho de muitos de nós. Contudo, este sonho maravilhoso pode se tornar um verdadeiro pesadelo se você não souber lidar com a maresia.
Ela destrói diversos tipos de material e acaba com a alegria de qualquer um se alguns cuidados não forem tomados. Medidas simples são fundamentais para que este mal-estar não seja uma constância nas casas em cidade praianas.
A madeira também precisa ser tratada
O verão é conhecido por temperaturas altas e chuvas repentinas nos fins de tarde. E a madeira sofre bastante com isso. Em ambientes litorâneos, com maior exposição aos raios ultravioleta, é preciso precaução extra para garantir a durabilidade dos móveis. O mais recomendado por especialistas é dar acabamento às madeiras com stain, um produto penetrante e hidrorepelente. Ao contrário de vernizes e tintas, este produto não forma nenhum película e é de fácil manutenção. A aplicação também é bem simples. Basta uma base inseticida contra os cupins e 48 horas de espera até secar.
Depois que o repelente estiver bem seco, passe o stain, que deve evaporar em até 72 horas. Este produto é encontrado no mercado em versões que imitam tonalidades de madeiras nobres.
E o stain, a base de solvente dura cerca de três anos e dá um acabamento acetinado as peças. Sua conservação e limpeza também seguem a mesma simplicidade. Basta usar um pano úmido.
As cores são essenciais para a decoração de uma casa, pois proporcionam sensações que estão ligadas à maneira como nos relacionamos com os ambientes. Assim, cores quentes têm o poder de nos deixar mais alegres, de transmitir energia e força, enquanto as cores frias tendem a acalmar e relaxar os ânimos.
Além de serem responsáveis por influenciar o comportamento humano, as cores têm um papel fundamental na decoração, já que tendem a dar unidade aos projetos. Normalmente, os esquemas cromáticos (termo utilizado por decoradores para definir o conjunto de cores a ser utilizado em um ambiente) partem de um dos seguintes pontos: da arquitetura ou do mobiliário.
Decoração Padrão de Beleza
Quando se opta por utilizar a arquitetura como ponto de partida, escolhem-se, em primeiro lugar, as cores das paredes para, então, selecionar os materiais que serão usados na decoração, como exemplo as madeiras, os tecidos, tapetes, que em seguida são combinados harmoniosamente.
Já quando a escolha das cores parte do mobiliário, as paredes normalmente são revestidas de cores neutras e os carros-chefes da decoração passam a ser os móveis e demais objetos, que ficam responsáveis por trazer personalidade e tons quentes ao ambiente.
Vamos conhecer a seguir um pouco mais sobre os tons de móveis para depois detalharmos os efeitos mágicos que as cores podem produzir para renovar a sua casa.
Os padrões dos móveis
Hoje em dia, há uma tendência da adoção de móveis coloridos, em tons vivos, para dar uma alegrada em determinados ambientes. De fato, eles cumprem muito bem a sua função de levar mais vida aos locais onde são instalados, mas, de maneira geral, devemos considerar que os móveis que encontramos à venda nas lojas seguem padrões mais clássicos.
Os móveis em madeira, por exemplo, normalmente estão disponíveis em quatro padrões, que são, basicamente, mogno, imbuia, marfim e tabaco, apresentando pequenas variações de acordo com cada fabricante. E como a maior parte dos móveis hoje utiliza madeiras ecologicamente corretas, que na realidade são uma derivação da madeira maciça, esses quatro padrões são, em geral, proporcionados por acabamentos laminados que são aplicados à MDF ou MDP.
Detalhes à parte, cada um desses padrões traz uma tonalidade ao ambiente, podendo, inclusive, ser o ponto de partida para o restante da decoração. Assim, tons escuros, como imbuia, mogno e tabaco tendem a dar um toque de requinte e tradição ao local, ao mesmo tempo em que exigem acessórios mais claros, para não deixar o ambiente demasiadamente pesado. Por outro lado, o marfim tende naturalmente a deixar o cômodo mais claro, o que é excelente para dar a sensação de amplitude e leveza, sendo, no entanto, necessário adotar objetos focais, que sejam marcantes e indiquem a linha-mestra do projeto de decoração.
Independente do tom adotado em sua casa, deve-se ter o cuidado de seguir um tipo de padrão em cada ambiente. É claro que combinações mais ousadas podem causar resultados bastante surpreendentes e agradáveis, mas para quem não quer correr o risco de errar, vale a pena apostar em peças com acabamentos semelhantes a fim de criar uma unidade visual para o local.
Quando as cores são protagonistas
Quando a decoração parte das cores e, especificamente, dos tons das paredes, deve-se levar em consideração que cada uma delas tem uma função específica e que, caso deseje combiná-las, vale a pena investir em cores complementares (como o amarelo e lilás) e em cores contrastantes (como o branco e azul marinho).
A seguir, você encontra um “guia” para consultar antes de escolher as cores para dar uma cara nova à sua casa, com indicações para aproveitar ao máximo o potencial de cada ambiente:
Amarelo: é a cor do estímulo e da criatividade, indicada para ambientes como escritórios e cantos de estudo. É uma boa pedida também para bares e restaurantes, pois costuma despertar o apetite.
Azul: Tem um efeito calmante e é essencialmente tranquilizante. Seu excesso pode provocar sono, por isso é uma cor indicada para quem é muito agitado.
Branco: O branco é uma cor que não compromete o ambiente e que transmite uma elevada percepção do espaço. Ele passa também uma sensação de limpeza e de claridade. Pode-se quebrar o excesso de branco de um ambiente com a disposição de móveis com tecidos coloridos, quadros ou outros objetos de decoração.
Laranja: No uso moderado, estimula os sentidos da criatividade e da comunicação. Muito usado em negócios voltados para área de alimentação.
Marfim: É uma variação do branco para o amarelo, assim como palha ou pastel. É um tom neutro, que ser utilizado em qualquer ambiente.
Marrom: O marrom ou castanho transmite a ideia de terra e também lembra madeira, o que leva a decoração para um lado mais rústico.
Preto: É a cor que simboliza sobriedade e drama, assim como sofisticação e glamour. Muito usado na decoração quando em contraste com o branco. Em geral, é usado em pequenos detalhes na casa.
Rosa: Acalma e representa perfeitamente o lado feminino do ser humano. No entanto, sua utilização em excesso é desgastante.
Verde: Proporciona descanso e tranqüilidade, traz mais alegria e vida, ajudando a combater o stress. Para casas onde existem problemas de saúde, o verde é uma ótima opção.
Vermelho: Evoca energia e sensualidade. No quarto de casal, ativa a sexualidade, enquanto na sala ou cozinha estimula o apetite e a fala. Cuidado com o excesso!
Violeta: Traz tranquilidade, sossego e calma ao ambiente. Os melhores ambientes para sua utilização são os quartos de bebê e locais de descanso.
Crianças e Sofás – Combinação perigosa?
A equação é simples: a integridade do sofá está diretamente relacionada com o número de crianças que você tem em casa e como elas se comportam ao usufruir do móvel.
Por mais que você controle não há como impedir alguns acidentes e pequenos deslizes comuns ao dia a dia de uma família com crianças. Mesmo que sejam lembrados exaustivamente que não devem colocar os pés com sapato no sofá, ou pular sobre ele, ou ainda derramar sucos ou achocolatados, essas situações acontecerão mais cedo ou mais tarde. Portanto, para ampliar a vida útil do seu sofá e reduzir o estresse familiar, nada melhor que pensar também nas crianças na hora de escolher o modelo ideal para a sua sala.
Com certeza os pequeninos passarão grande parte do tempo no sofá, assistindo desenhos ou jogando videogames, por isso é preciso ser prática e optar por um estilo confortável, seguro, resistente e fácil de limpar. É claro que todos os cuidados básicos devem ser ressaltados aos pequeninos integrantes da família, mas o sofá não pode ser apenas um item decorativo e, por isso, é necessário estar atenta a algumas características deste móvel.
Antes que as desavenças comecem e o sofá seja danificado, observe algumas peculiaridades que podem fazer seu sofá durar mais.
Enfeites
Sofás com muitos detalhes, como botões ou com almofadas soltas, por exemplo, não são recomendados para casas com crianças. Muitas vezes os botões são arrancados facilmente e acabam indo parar na boca, sendo um perigo para o bem-estar dos pequeninos. Já as almofadas podem ser a munição ideal para uma ‘guerra de travesseiros’ entre irmãos um pouco maiores e, neste caso, restaurar a paz será uma missão quase impossível.
Revestimentos
Uma boa opção de revestimento para sofás que serão compartilhados com as crianças são os tecidos sintéticos ou de micro fibra bem mais resistentes a manchas. Em geral, os sofás com tecidos estampados ou listrados tendem a esconder melhor as manchas. Já os sofás com superfície similar ao couro são mais fáceis de limpar. Uma boa opção para manter o móvel sempre novo é utilizar capas ou mantas, esse hábito ajuda a preservar a cobertura original que pode ser usada apenas em dias de festa ou quando houver visitas.
Tamanho
Se na sua sala houver espaço não hesite em escolher um sofá cama ou sofá com chaise. Numa noite mais fria o lugar extra será fundamental para aconchegar toda família. Além disso, é muito mais fácil acalmar o pequenino para dormir se houver espaço para assistir TV deitado confortavelmente.
Maciez
Conforto é a característica mais apreciada em um sofá, mas para quem tem crianças em casa a maciez também é sinônimo de segurança. Sofás com braços ou encosto muito rígidos podem machucar durante um momento de distração. Portanto, dê preferência à maciez.
Depois de analisar tantos detalhes para escolher o sofá ideal para a sua família você merece aproveitar um pouco do novo móvel junto com as crianças. Alugue um bom filme infantil, prepare a pipoca e divirta-se! Mas antes, não se esqueça de forrar o móvel com uma bela capa... Apenas por precaução.



